Lembra que eu disse que pagaria um preço alto por comprar a moto numa data próxima à viagem? A questão gira em torno das revisões em assistências técnicas autorizadas. Se eu não as fizer no período e quilometragem corretos, perco a garantia da fábrica. Perder essa garantia seria ruim… A possibilidade de problemas mecânicos em uma viagem tão longa quanto a que pretendo ao Peru são muito altas. Pesquisando, percebi que não há assistências técnicas autorizadas no trajeto e as revisões inciais devem ser feitas com baixa quilometragem, progredindo de 1 mil, 2 mil, 3 mil, 6 mil a 12 mil quilômetros. Também seria muito chato ficar um dia inteiro parado no meio do trajeto esperando a oficina, caso existisse, liberar a moto para continuar o percurso.
Para complicar, tudo indica que essa moto sairá com injeção eletrônica na linha 2009, ou seja, os países vizinhos não teriam sequer peças de reposição e o modelo ainda estaria em “fase de testes”. Imagine sair com uma máquina recém-comprada cuja tecnologia acabou de sair do forno. Cobaia! Em um relato que li, uma turma de três motoqueiros foi surpreendida por uma nevasca nos Andes e uma das motos deu um grande trabalho para funcionar. Passaram o maior sufoco. Vai que a injeção eletrônica não goste muito de trabalhar a -10ºC?! Percebeu a crise?
Foi um balde de água fria. Mas há alternativas – lá vem a criatividade e o cartão de crédito! Lembra que eu disse que Argentina estava nos meus planos no princípio? Lá há assistências da marca que preciso e existe a moto que quero. Também é um percurso menor, mais barato (fator importante), sendo que metade dele seria no Brasil onde há assistências a rodo.
Caso Machu Picchu seja realmente meu destino, terei que cogitar a compra de uma moto usada para burlar o problema das revisões. Uma moto usada reduziria minha confiança em relação a voltar intacto da jornada, mas seria uma alternativa.
Resumindo: a vigem está ganhando um item a mais de emoção. Terei problemas a resolver!!!